Comissão Europeia investe 7 milhões de euros em inovação orientada para o tratamento de dados

As start-ups escolhidas vão também ter acesso a mentoria e oportunidades de investimento ao longo dos seis meses que dura o programa.

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A Beta-i, em parceria com a Comissão Europeia, anunciou a abertura das inscrições para o programa ‘Data Pitch’, um ambicioso projecto pan-Europeu que vai garantir financiamento a 50 start-ups e PMEs, e permitir que start-ups e grandes empresas descodifiquem em conjunto os desafios do futuro, através do tratamento de dados.

O ‘Data Pitch’ vai permitir que cerca de 50 start-ups e PME’s europeias tenham acesso a condições de apoio especiais, incluído mais de €100 mil euros de financiamento, mentoria de especialistas, oportunidades de investimento, bem como acesso a dados gerados por várias grandes empresas, e pelo sector público.

O projeto a três anos vai ser coordenado pela Beta-i, e conjunto com a Universidade de Southampton, o Open Data Institute e a plataforma francesa de dados Dawex. A iniciativa será fundada pelo programa de pesquisa e inovação Horizonte 2020, da União Europeia.

As start-ups e PME’s vão poder candidatar-se a uma vaga no ‘Data Pitch’ até dia 1 de outubro, com o processo de seleção a estender-se depois de outubro a novembro de 2017, e as entrevistas de triagem a decorrer a partir de 30 de outubro. O programa arranca em Fevereiro de 2018, e vai durar seis meses.

O ‘Data Pitch’ anunciou também ter já fechado os principais parceiros que vão partilhar os seus dados via um novo e seguro laboratório de inovação, baseado na Universidade de Southampton. Estas empresas vão também ajudar a definir os desafios, em conjunto com a equipa interna do ‘Data Pitch’, e com o auxílio de um largo número de peritos de várias indústrias, incluindo agricultura e saúde.

Entre elas estão a portuguesa Sonae Retalho, a companhia alemã de caminhos de ferro Deutsche Bahn, a Uniserv GmBH, empresa alemã de gestão de dados, a empresa italiana SpazioDati , especializada em big data e machine learning e a IMIN, do Reino Unido, também do universo do open data, mais orientada para a saúde e bem estar.

A ambição passa por criar todo um ecossistema de inovação para a Europa, um espaço onde as grandes empresas possam trabalhar de perto com startups ágeis, de forma a que possam inovar e aprender uns com os outros, recorrendo aos dados como base de partida para resolver os problemas.

Elena Simperl, Professora da Universidade de Southampton e Diretora de Projecto do Data Pitch, acredita que “o Data Pitch está a tentar fazer algo muito diferente e importanteem prol da economia digital. É o primeiro acelerador de dados desenhado para reunir organizações de todo a Europa, que recolhem dados e gostariam de os ver usados de forma a dar resposta a alguns dos seus mais relevantes desafios de negócio, envolvendo as startups, que contribuem com as sua ideias frescas para novos produtos e serviços”.

“Ao longo dos último 6 meses, temos trabalhado de forma muito próxima com o vários stakeholders, de forma a desenhar uma competição o mais aberta possível para as startups e PMEs de toda a União Europeia, centrada em torno de 12 desafios de dados diferentes, e que pensamos serem ilustrativos da diversidade presente na economia digital do espaço europeu”.

Para mais informação visite o site em www.datapitch.eu

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