Connect, a nova palavra mágica

A Internet veio revolucionar a forma como comunicamos, como interagimos, como produzimos, como vemos o mundo. Mais do que uma simples rede de comunicação, a Internet está a mudar de forma radical a nossa relação com os objetos que nos rodeiam.

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Atualmente possibilita que vários dispositivos e objetos passem a “falar” entre si. Estima-se que até 2050 haverá mais de 50 mil milhões de “coisas” ligadas à Internet.

É o mundo dos sensores, das aplicações, do funcionamento em rede, da eficiência. Esta realidade, que se designa de “Internet das coisas” (IoT – Internet of Things), assenta num conceito-chave: connect. É ela que está a acelerar a chamada “quarta revolução industrial”, estimando-se que, de acordo com a revista Wired, mais de metade dos novos negócios “correrá” na IoT até 2020.

A “Internet das Coisas” está já presente, de forma transversal, no nosso quotidiano: nos automóveis, nos relógios, nos telemóveis, nos sistemas de rega ou mesmo na nossa roupa. É hoje possível monitorizar vários aspetos da nossa saúde através de sensores presentes no vestuário, ligar o ar condicionado do nosso automóvel através de uma aplicação de telemóvel, identificar e controlar em tempo real uma série de parâmetros de um determinado vinho antes de ir para o mercado ou dar assistência médica através da Internet a pessoas idosas que se encontram isoladas.

Em Portugal já existem inúmeros casos de sucesso ligados à IoT. É o caso da Veniam, uma spin-off de investigadores da Universidade do Porto e Universidade de Aveiro. Este projeto, apoiado pelo sistema de incentivos à I&D (QREN e Portugal 2020), permite transformar os veículos automóveis (incluindo táxis, autocarros, automóveis particulares) em hot-spots wi-fi, interligando os veículos entre si e estes à Internet. Na prática, os veículos funcionam como plataformas de comunicações móveis online, mas também como instrumentos de recolha de dados sobre a cidade, através de um conjunto de sensores presentes nos automóveis.

O ecossistema de inovação nacional dá provas de estar pronto para revolução promovida pela IoT. No âmbito do Portugal 2020, a ANI apoia vários projetos que ligam objetos comuns à Internet. No setor da saúde, por exemplo, surgem exemplos cujos financiamentos atribuídos estão na ordem do meio milhão de euros, como o Physio@home, em que se recorre a smartphones, tablets e wearables para monitorizar exercícios de fisioterapia em casa dos pacientes, ou o Activerest, que transforma um resguardo de colchão num objeto inteligente capaz de prevenir o aparecimento de úlceras de pressão em acamados. No âmbito do Horizonte 2020, Portugal beneficia de aproximadamente 4,7 milhões de euros em oito projetos em diversas áreas, cujos objetivos vão desde encontrar soluções para cidades inteligentes (SynchroniCity) até aumentar a produtividade e sustentabilidade dos setores agrícola e alimentar (IoF2020).

Podemos afirmar que Portugal está, em termos tecnológicos, na vanguarda tecnológica no que à IoT diz respeito, dispondo também de recursos humanos qualificados e instrumentos de apoio disponíveis, para que o potencial dos projetos e das ideias se possa materializar em produtos, serviços e soluções para os mercados globais. É nesta ambição que a ANI se pretende posicionar, como um parceiro de excelência para que Portugal possa estar na linha da frente da nova revolução industrial.

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