easyJet e Wright Electric apresentam o futuro elétrico da aviação

A easyJet revela protótipo de avião elétrico com uma autonomia de 530 km / 330 milhas, que cobrirá 20% das viagens dos passageiros transportados pela easyJet

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A easyJet, companhia líder na Europa, ofereceu hoje um vislumbre do futuro da aviação através da colaboração com o fabricante de aeronaves elétricas, a Wright Electric. A companhia aérea trabalhou em estreita colaboração com a Wright Electric no decurso de 2017 para fornecer a perspectiva de um operador aéreo sobre o desenvolvimento do emocionante passo em frente relativamente às aeronaves com propulsão de bateria e, esta semana, as duas empresas mostraram como será o novo avião elétrico.

A Wright Electric está a trabalhar para produzir um avião totalmente elétrico no espaço de uma década, com o objetivo ambicioso adicional de que cada voo curto gere zero emissões dentro de 20 anos. A meta é a obtenção de aeronave com 335 milhas de autonomia, o que cobrirá 20% dos passageiros transportados pela easyJet atualmente.

A Wright Electric já apresentou o seu primeiro avião de dois lugares, revelando como a tecnologia funciona numa escala menor. Agora, a empresa pretende provar que a tecnologia pode ser pensada para acomodar as necessidades de aeronaves comerciais maiores. A bateria no avião de dois lugares pesa aproximadamente 600 lbs. No entanto, para uma escala maior, a Wright Electric utilizará uma nova forma de armazenamento de energia química que será substancialmente mais leve do que as baterias comerciais de hoje.

A easyJet anunciou a colaboração como parte de uma estratégia para descarbonizar progressivamente as viagens e reduzir o ruído das operações da aviação. De 2000 a 2016, as emissões da easyJet diminuíram mais de 31% – de 116,2 gramas para 79,98 gramas por quilómetro percorrido por passageiro. A easyJet tem um objetivo de emissões de carbono de 72 gramas até 2022, o que representará uma redução de 10% em relação ao desempenho atual, e uma melhoria de 38% em relação ao ano 2000. Outros elementos da estratégia incluem a introdução das aeronaves A320neo e A321neo, reboques elétricos, e tecnologia de hidrogénio para alimentar o sistema de táxi das aeronaves, tudo contribuindo para um contexto de zero emissões e de operações silenciosas.

“Nós partilhamos com a Wright Electric a ambição de uma indústria de aviação mais sustentável. Assim como vimos com a indústria automóvel, a indústria da aviação trabalhará para alcançar uma tecnologia elétrica que reduza o nosso impacto no meio ambiente. Pela primeira vez, podemos imaginar um futuro sem combustível para jatos e estamos entusiasmados em fazer parte disso. Agora é mais uma questão de quando teremos avião elétrico de curta distância a voar “, comentou Carolyn McCall, CEO da easyJet.

A Wright Electric foi fundada em 2016 por uma equipa de engenheiros aeroespaciais, especialistas em powertrain e químicos de bateria, com a intenção de reduzir o aquecimento global através da aviação elétrica. A equipa da Wright Electric vem da NASA, da Boeing e da Cessna, e construiu aviões em todo o mundo, com 12 certificados de tipo diferente. A Wright Electric é financiada pela Harvard University, a Commonwealth of Massachusetts, Y Combinator, entre investidores em todo o mundo.

“Trabalhar com a easyJet para desenvolver a próxima geração de viagens aéreas é uma validação poderosa da nossa abordagem tecnológica. As ideias da easyJet têm sido inestimáveis à medida que procuramos comercializar a nossa aeronave elétrica para voos de curta distância, um mercado grande e em crescimento. A impressionante equipa da easyJet deu contributos especializados e valiosos aos nossos engenheiros sobre os aspectos críticos necessários para gerir uma companhia aérea bem sucedida, desde a manutenção até à gestão de receitas, e estamos ansiosos para trabalhar com eles nos próximos anos”, sublinhou Jeffrey Engler, CEO e fundador da Wright Electric.

O avião da Wright Electric é projetado especificamente para voos de curta distância, o que é perfeitamente adequado para a rede de rotas easyJet, onde o voo médio dura cerca de duas horas, e onde muitas ligações chave, como de Londres para Amsterdão ou de Londres para Paris ou de Belfast para Londres, podem ser executadas por uma aeronave elétrica – reduzindo as emissões e o ruído. Um avião totalmente elétrico e todos os veículos terrestres elétricos também oferecerão benefícios para as comunidades que vivem perto dos aeroportos, uma vez que a pegada sonora será significativamente reduzida.

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