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Empresas portuguesas elegem a lenta recuperação da economia nacional como o maior risco para o negócio

Risco político volta a integrar o Top 10 dos principais riscos

Acredita Portugal

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As empresas portuguesas elegem a lenta recuperação da economia nacional como o maior risco para o negócio. A conclusão é da Aon (NYSE: AON) Global Risk Management Survey de 2017, no seguimento de um estudo bienal que inquiriu 1.843 empresas públicas e privadas em todo o mundo, de todas as dimensões e de todas as áreas de atividade sobre os riscos que os negócios correm.

As empresas portuguesas elegem os danos à reputação da marca/negócio e o preço das commodities como o segundo e terceiros maiores riscos que correm. Já o risco cibernético entra, pela primeira vez, para o Top Dez das preocupações dos empresários nacionais.

No panorama mundial, o estudo Global Risk Management Survey de 2017 revela que as tendências da economia, demografia e geopolítica, juntamente com os rápidos avanços tecnológicos, estão a transformar os riscos tradicionais dos negócios em globais, acrescentando uma nova urgência e complexidade a velhos desafios. Pela segunda vez consecutiva, o dano à reputação da marca/negócio emergiu como o risco com a classificação mais destacada. Enquanto defeitos de produto, práticas comerciais fraudulentas e a corrupção continuam a ser as principais ameaças à reputação, as plataformas de redes sociais tem ampliado o seu impacto, tornando as empresas mais vulneráveis.

O risco político regressa à da lista das dez maiores preocupações, ao mesmo tempo que a preparação para o risco diminuiu de 39% em 2015 para os atuais 27%. Curiosamente, são os países desenvolvidos, tradicionalmente associados à estabilidade política, que se estão a tornar em novas fontes de volatilidade e incerteza. Esta é uma preocupação para as empresas, especialmente para as que operam em mercados emergentes. Além disso, de acordo com os últimos Mapas de Risco de Aon em 2017, que analisam o Risco Político, Terrorismo e Violência Política, o protecionismo comercial está em ascensão, enquanto os rácios de terrorismo e violência são os mais altos desde 2013.

Para Pedro Penalva, CEO da Aon Portugal, é “certo que estamos a viver uma nova realidade, há muitas novas influências que estão a criar oportunidades, e simultaneamente riscos que precisam ser geridos de forma mais sofisticada com uma abordagem transversal para uma eficaz gestão de riscos”.

O relatório completo pode ser acedido em www.aon.com/2017GlobalRisk.

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