O empreendedorismo está na moda em Portugal mas é preciso não esquecer o intraempreendedorismo para regenerar a estrutura empresarial existente, agilizando e dinamizando ideias e projetos que têm dificuldade de se desenvolverem em estruturas financeiramente débeis com dificuldades de acesso ao capital. Tal permitirá a constituição de novas empresas com balanços limpos e adequados ao investimento do capital de risco (“spinning-off”).

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Temos que ter a ambição de ter novos projetos com novos talentos virados para o mercado global com crescimentos anuais a dois dígitos! Só assim é que absorveremos talento evoluído e bem remunerado e estancaremos o “brain-drain”.

O financiamento do empreendedorismo, pelos riscos que se correm, não pode ser feito pela banca comercial, que transforma depósitos (produtos de capital garantido) em crédito  com risco reduzido, mas sim por veículos especializados entre os quais temos (1) “business angels”, que são investidores individuais, usualmente com experiência empresarial e que fornecem capital para “start-ups”; (2) “private equities”, que levantam fundos para financiar companhias que não estão ainda em bolsa; (3) “venture capital”, ou seja, “private equities” que financiam projetos na fase de “early stage”. Criei para esse efeito no governo a NORPEDIP e a SULPEDIP. E (4) “crowdfunding”: novo modelo de financiamento com chamadas diretas ao público, naturalmente através da internet, para financiar um projeto específico.

Devemos aqui seguir o exemplo espanhol, tendo veículos destes alavancados por fundos públicos, neste caso os fundos comunitários, que depois servirão de âncora para a entrada de veículos estrangeiros.

A minha experiência como “business angel” diz-me que estes investidores não devem atuar a nível individual mas sim em sociedades estruturadas que tenham experiência em empreendedorismo e inovação, acesso direto e privilegiado aos principais projetos de inovação, articulação estreita e relacionamento direto com os “players” do ecossistema empreendedor nacional e internacional e  equipa de gestão e infraestrutura montada.

Nestas sociedades, os “business angels” devem fazer o “coaching” de novos projetos com o seu prestígio, credibilidade e forte “networking” internacional.

Luís Mira Amaral

Chairman da BUSY ANGELS SA

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