Acredita que tem uma boa ideia, uma ideia absolutamente inovadora? Uma ideia que pode mudar o mundo e que as pessoas, no caso de um produto, vão querer comprar ou, no caso de serviços, vão fazer de tudo para poder usufruir? Quer então lançar no mercado essa nova ideia? Se respondeu sim a todas as perguntas anteriores, poderá agora questionar-se como financia o arranque do seu novo projeto. Pois bem, há várias opções e pode tentar aceder a cada uma delas consoante as suas necessidades e o progressivo crescimento da sua start-up.

Versão para impressão
Rondas de Investimento ao longo da vida de uma start-up

Ronda Pre-seed/Seed (Pré-semente/Semente)

Nesta ronda, a start-up procura captar financiamento quando o negócio está na sua fase inicial, isto é, quando tem uma primeira versão do plano financeiro e os primeiros esboços do produto. Este financiamento inicial é importante para a jovem empresa poder dar os primeiros passos no mercado, na chamada fase de ‘early stage’. Ajuda-a a conceber e a desenvolver um conceito inicial de produto ou serviço. O capital levantado durante esta fase é de cerca de 500 mil dólares a um máximo de dois milhões, sendo mais habitual até um milhão.

Ronda Série A

Depois de o negócio ter mostrado alguma tração, as rondas de investimento de série A são úteis para otimizar o produto e a base de clientes. O negócio já gera receitas, mas ainda não é rentável. O capital serve para adaptar o produto a outros mercados, assim como ajuda a definir um modelo de negócio mais eficaz. A média de financiamento situa-se entre os três a sete milhões de dólares, no entanto os montantes subiram recentemente até aos 15 milhões de dólares.

Ronda Série B

A entrada nesta ronda de investimento acontece quando a empresa está perto de atingir a rentabilidade, mas precisa de capital para satisfazer necessidades de recrutamento ou desenvolvimento. Nesta fase, o investimento obtido serve para o negócio escalar – contratar mais funcionários, expandir o produto para outros mercados e, se necessário, comprar outras empresas. O capital levantado pode ser de sete milhões a dezenas de milhões (30 ou 40 milhões).

Ronda Série C e D+

Conhecidas como rondas de ‘late stage’, os investidores financiam mais de 30 milhões até centenas de milhões de dólares. As rondas de série C e/ou D+ são consideradas menos arriscadas do que as outras fases anteriores porque ocorrem quando a empresa já tem o modelo de negócio bem desenvolvido, gera receitas significativas. Esta fase tem como objetivo a expansão em grande escala.

Bootstrapping

O bootstrapping significa a criação de uma empresa com recursos próprios, sem recorrer a outras fontes. O termo vem da palavra inglesa bootstrap, que designa uma alça da parte de trás da bota, para ajudar a calçar. Para empresas e start-ups significa levantar-se com capital próprio. Assim, o empreendedor começa o seu projeto autofinanciando-se, isto é, recorrendo apenas a fundos próprios – poupanças, hipotecas ou a cartões de crédito – sem investidores.

A principal vantagem deste recurso é a diminuição de riscos, pois num cenário como o das start-ups – no qual as incertezas e mudanças são comuns – são poucos os investidores que colocam muito dinheiro para construir algo que não se sabe se vai ter sucesso.

Pode usar parte das suas poupanças pessoais, bem como parte do salário que recebe no trabalho que ainda mantém para financiar o início do seu projeto, pelo menos até obter financiamento externo. Da mesma maneira poderá usar cartões de crédito para comprar o equipamento inicial e cobrir os custos de instalação – pode ‘poupar’ algum tempo e evitar despesas com juros transferindo o saldo para outros cartões enquanto espera o pagamento dos primeiros clientes ou financiamento adicional.

Em qualquer dos casos há que ter cautelas – não deve gastar toda a sua poupança. É essencial preservar um fundo de emergência no caso de um cliente não pagar atempadamente ou se acontece algum imprevisto. O mesmo para os cartões de crédito porque, caso não consiga financiamento e não pague a dívida na íntegra, passa a ser o responsável direto pelo saldo da empresa e pelo pagamento de juros.

Family, Friends & Fools

Este é o chamado “love capital”, isto é, o dinheiro levantado entre familiares e amigos que acreditam no potencial da sua ideia. O montante deve ser investido para o arranque ou desenvolvimento da empresa.

Esta solução poderá ser uma hipótese a considerar, principalmente para fugir das altas taxas de juros dos bancos e demais instituições financeiras. Embora se estabeleça um compromisso pessoal, tal não significa que não poderá continuar a procurar outro tipo de investimentos e investidores.

Nesta fase também pode convidar amigos que partilham a mesma visão para integrar a sua empresa, sendo sócios. Quer recorra a amigos ou familiares, não deve pedir dinheiro a pessoas que não podem ‘dar-se ao luxo’ de o perder. E deve legalizar esse empréstimo para que todos saibam exatamente o que podem esperar – juros, participação no capital da empresa, quando podem ter o seu retorno, etc…

Apesar de se estabelecer um compromisso mais pessoal, o mesmo não significa que deve parar de procurar outros investimentos.

Sem o apoio dos ‘três “F”- Family, Friends & Fools, a maioria dos investidores de capital de risco é mais cautelosa a investir no seu projeto porque se nem a sua família e amigos acreditam o suficiente na sua ideia, porque é que eles o devem fazer?

Crowdfunding

O crowdfunding traduz-se na obtenção de capital através de financiamento coletivo, isto é, um grande número de pessoas – a ‘multidão’ – dá pequenas contribuições para o financiamento de uma empresa, produto ou evento, geralmente através de plataformas online especializadas.

Embora consideremos o crowdfunding como um método para angariar dinheiro muito recente e que promete mudar o capitalismo para sempre, na realidade é usado há mais tempo do que possamos imaginar.

São muitas as referências que colocam o surgimento do crowdfunding já no século VIII, mas Rodrigo Davies, investigador associado do MIT Center for Civic Media e tecnólogo cívico que projeta e constrói ferramentas de análise para ajudar as comunidades e os governos a colaborar para o bem social, coloca-o em 1885.

À data, nos Estados Unidos ocorreu a primeira campanha de financiamento colaborativo. A Estátua da Liberdade necessitava ser erguida em Nova Iorque e, embora tenha sido oferecida pela França, os EUA não tinham o dinheiro necessário para a construção de um pedestal de granito. Os governos locais, estatais e federais recusaram-se usar os fundos e não chegavam a acordo para um pacote de financiamento. Nesse momento, Joseph Pulitzer, através do seu jornal The New York World, apelou à multidão e lançou uma campanha de angariação de fundos. Em pouco mais de cinco meses, e com o apoio de mais de 160 mil pessoas, arrecadou 101.091 dólares, o suficiente para cobrir os últimos 100 mil dólares necessários para completar o pedestal.

Há ainda quem assinale, mais recentemente, a campanha da banda de rock britânica Marillion, que recebeu cerca de 60 mil dólares dos seus fãs para financiar a sua turné pelos EUA.

Não faltam exemplos de campanhas de crowdfunding bem-sucedidas, sendo que o essencial do financiamento via crowdfunding é que o dinheiro vem de várias pessoas que se unem para tirar uma boa ideia do papel, obtendo depois contrapartidas – lucro ou benefícios -com o investimento. Aqui, há diferentes estratégias a que o promotor pode recorrer para encontrar um público que queira investir na sua ideia de negócio.

O Fórum Económico Mundial (FEM) estabelece seis tipos de crowdfunding.

Os marketplaces de empréstimo peer to peer (P2P) ou crowdlending são um método de financiamento de dívida que permite aos indivíduos contrair empréstimos e emprestar dinheiro sem o uso de uma instituição financeira oficial como intermediário. Inclui assim um empréstimo em grupo a uma determinada empresas. Os investidores determinam o valor cedido e a taxa de juro aplicável ao montante emprestado e a empresa vai pagando a dívida através de prestações mensais ao longo do período previamente estabelecido.

Os empréstimos são realizados também através de uma plataforma digital que junta investidores e pedidos de financiamento. A Raize é um dos exemplos nacionais, mas existem outras com relevância internacional, como a Zopa, a Funding Circle ou o Lending Circle.

A Seedrs, fundada pelo português Carlos Silva e pelo britânico Jeff Lynn é um dos paradigmas mais significativos no âmbito do equity crowdfunding. Os financiadores doam parte do seu dinheiro em troca de uma participação na empresa que lançou a campanha.

Se o P2P serve como alternativa aos empréstimos bancários, o equity crowdfunding funciona como alternativa àqueles que procuram um business angel ou financiamento de capital de risco, diferenciando-se pelo facto do montante investido não ser tão elevado e que o empreendedor, ao levantar capital via equity crowdfunding, não obtém a experiência operacional, organizacional, financeira e o acesso a redes de negócio que as empresas de capital de risco e os business angels normalmente oferecem às participadas em que investem.

Depois existe o crowdfunding tradicional, em que um promotor coloca uma campanha num site, tendo um prazo definido para expor a sua ideia e convencer os utilizadores a investirem na empresa, doando dinheiro sem qualquer contrapartida. Caso o empreendedor alcance o valor mínimo que definiu como necessário para arrancar com o seu projeto, recebe-o e pode começar a trabalhar! A PPL e a Crowdrise são exemplos. É de aproveitar esta solução porque afigura-se como uma ótima maneira para praticar o pitch, conhecer o seu público e ajustar o seu produto, além disso, quando se tratar de convencer potenciais investidores, o empreendedor já tem uma prova de que aquilo que criou é viável.

Com um conceito semelhante ao crowdfunding tradicional, existe também o crowdfunding baseado em recompensas. A Kickstarter é o caso mais conhecido que opera segundo esta dinâmica – o retorno que os investidores recebem pelo investimento feito é gerado sob a forma de recompensas ou descontos relacionados com os produtos ou serviços que vão ser financiados com o seu capital. Segundo o FEM, o financiamento segundo este modelo cresceu rapidamente nos últimos anos. Em 2011, foram levantados 59 milhões de dólares, enquanto em 2014 foram levantados cerca de 2,47 mil milhões. O crescimento tem sido tão significativo que até a Comissão Europeia chegou a considerar aplicar IVA de 23% a todas as recompensas recebidas através desta forma de financiamento.

O FEM refere ainda outros tipos de crowdfunding – o crowdfunding imobiliário e o financiamento com base em royalties. No primeiro caso, os investidores participam em empreendimentos imobiliários de alto desempenho. A Urbe.me, no Brasil, e a Crowdstreet (EUA) são algumas destas plataformas. Na segunda vertente, os empreendedores recebem capital, sem ceder uma participação na empresa e o controlo da mesma. O credor recebe um fluxo de renda antes do empreendedor obter lucro.

Business Angels

Os chamados ‘investidores anjo’ são investidores privados e individuais especializados em apoiar com o seu próprio dinheiro projetos em fase inicial, de arranque – a fase pre-seed ou seed de uma start-up.

São normalmente empresários, empreendedores ou executivos que já tiveram uma carreira de sucesso e entendem as tendências e oportunidades do mercado. Acompanham e dão apoio estratégico aos empreendedores.

Atuam de forma individual ou reúnem-se em redes de ‘anjos’ numa partilha forte e estratégica de recursos e conselhos entre as empresas em que investem.

Os acordos comerciais podem ser mais flexíveis, no entanto apoiam as empresas em troca de obrigações convertíveis ou de participação no capital da entidade apoiada.

Uma vez que estes investidores acreditados podem perder todo o investimento que realizaram, muitas vezes são menos pacientes na obtenção do retorno e procuram oportunidades que lhe tragam liquidez rapidamente, como uma Oferta Pública Inicial (IPO em inglês) ou a aquisição dentro de cinco anos. Podem fazer coinvestimentos, a par com outros investidores ou fundos de capital de risco, mas raramente acompanham rondas de investimento seguintes.

Incubação e Aceleração

A Portugal Ventures refere-se a uma incubadora como “uma analogia com os nascimentos de bebés: os que nascem frágeis ficam dentro da incubadora até terem condições para seguir a vida fora delas”.

São instituições ou iniciativas que dão às start-ups a oportunidade de desenvolverem as suas ideias de negócio, apoiando-as na prática em termos de infraestruturas (escritórios, morada, telefones e salas de conferência), e aconselhamento para ajudar com as finanças, marketing, estratégia e vendas de um novo projeto. Muitas também oferecem capital de investimento e acesso a uma rede de peritos para apoiar os empreendedores. Contudo, como as incubadoras têm um interesse pessoal no sucesso das start-ups, o pessoal das incubadoras quere envolver-se nas decisões e há sempre a possibilidade de estarem em desacordo com a visão do promotor da empresa.

A aceleradora apoia projetos e start-ups de base tecnológica, na transição do arranque para o amadurecimento, através de programas que dão orientação, podendo ficar com uma participação no capital da empresa (equity). Apoia normalmente empresas em early-stage, e, embora não realizem um aporte de capital direto, facilitam o contacto com grandes investidores, ajudando as empresas a prepararem-se para levantar financiamento de capital de risco.

Os programas de aceleração podem ajudar a reduzir custos de lançamento, principalmente se o seu negócio prevê um modelo de negócio inovador. Nesses casos, a possibilidade de atrair esse tipo de investimento é maior.

A incubação ou aceleração ocorre sempre por um determinado período de tempo, sendo que, por norma, os programas de aceleração são de alguns meses e a incubação pode ser de alguns anos. Algumas incubadoras estão ligadas a instituições universitárias, promovendo o empreendedorismo a partir da academia.

Capital de Risco

Capital de risco, ou Venture Capital (VC) é o termo usado para todas as classes de investidores de risco que financiam empresas desde a fase de criação, expansão ou reestruturação, em que a entidade financiadora – um fundo de capital de risco – adquire uma posição na estrutura acionista da empresa.

Os fundos de capital de risco são os mais comuns e investem em empresas com forte potencial de crescimento e em que o retorno esperado é semelhante ao risco que os investidores estão decididos a correr. Além do contributo em capital, as sociedades de capital de risco ajudam na gestão e consultoria. Porém, a relação com as empresas participadas é temporária, de médio/longo prazo, terminando com eventos de liquidez. Estes podem ser na forma de uma ‘exit’, saída – os investidores entregam a sua participação na empresa em troca de uma quantia de dinheiro (preferencialmente superior àquela que investiram), deixando a sociedade; através da aquisição da empresa por outra ou após uma IPO.

Os fundos de capital de risco envolvem vários LP (limited partners – sócios) e que podem ser: family offices (sociedades de gestão das finanças privadas de uma família), fundos de riqueza soberana, fundos de pensões, fundos de fundos, fundações, doações e outros investidores privados. Estes fundos são geridos por sociedades de capital de risco, cujas equipas fazem o due diligence, ou seja, a investigação necessária e completa sobre um negócio, antecedendo o processo negocial de financiamento, compra ou venda de uma empresa a participar ou já participada pelo fundo. Além de avaliar os projetos, decidir o investimento e envolver-se diretamente na gestão das empresas apoiadas, a sociedade disponibiliza aos promotores a sua rede de contactos – networking – o seu conhecimento e experiência.

Ao contrário do capital privado (private equity), o VC opera numa lógica de ‘caos’, pré-produto, pré-receita e até mesmo pré-empresa. A diferença mais notável é que os fundos de capital de risco levantam capital de investidores para investir especificamente em empresas emergentes e pequenas e médias empresas privadas com forte potencial de crescimento. Os capitalistas de risco concentram-se em terceirizar, identificar e investir no que eles acreditam serem empreendedores e start-ups que terão sucesso e fazer grandes retornos, geralmente no prazo de dez anos. Dependendo da experiência dos parceiros de VC, os fundos de capital de risco estão focados em determinados verticais, indústrias – como o Hovione Capital que investe, sobretudo, na área da saúde e bem-estar – e em determinadas rondas de financiamento (desde a pre-seed e seed, passando pelas de série A, B e C).

Financiamento público

Apesar de neste momento o novo programa Startup Portugal incluir várias soluções para financiar empresas em início de vida – como o Startup Voucher, o Programa Semente, os Vales de Incubação, o Programa Momentum, outros incentivos à contratação e também novas formas de cofinanciamento para capitais de risco e business angels, e as calls da Portugal Ventures – há outros instrumentos públicos a que as empresas podem recorrer para escalar o seu negócio, especialmente se ele for inovador!

No âmbito do novo comunitário – Portugal2020 – o governo apresentou o Programa Capitalizar, que inclui uma linha de crédito com garantia mútua que vai permitir um montante de financiamento às empresas superior a mil milhões de euros e uma linha destinada ao financiamento de operações de capital reversível, que tem uma dotação inicial de 20 milhões de euros e a previsão de alavancar um montante total de investimento superior a 50 milhões.

Estes dois instrumentos foram concebidos para apoiar o desenvolvimento de novos produtos e serviços, ou com inovações de processos e produtos em pequenas e médias empresas.

Paralelamente há o Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial – SIFIDE – e o GPPQ | Gabinete de Promoção do Programa Quadro de I&DT (Horizonte 2020) que disponibilizam acesso a capital para empresas já constituídas que necessitem de financiamento para desenvolverem novas estratégias de inovação – individualmente ou em copromoção com o sistema científico e tecnológico nacional – para escalarem os seus negócios.

Crédito bancário

Numa fase inicial, em que um empreendedor ainda não tem validada a sua ideia de negócio, é difícil obter um empréstimo bancário. Ao necessitar mais capital para fazer crescer a sua empresa, procure pedir um crédito que lhe apresente as taxas de juro mais baixas porque os bancos são credores, e não investidores. Daí que o seu negócio precise estar suficientemente bem estabelecido para mostrar um histórico de receita constante e para que eles possam estar confiantes na sua capacidade para realizar o pagamento da dívida.

Capital Privado

Os fundos de capital privado, ou Private Equity (PE), investem e adquirem participações em empresas privadas, normalmente em estádios de crescimento elevado.

Geralmente, e em oposição ao VC, os fundos de PE integram um sócio geral que compra ações de empresas privadas ou públicas que se tornam privadas e ficam excluídas da bolsa pública, mas a empresa já tem produtos e receita.

Existem vários tipos de empresas de PE e dependendo da estratégia, a empresa pode assumir um papel passivo ou ativo na empresa do portefólio. O envolvimento passivo é comum com empresas maduras com modelos de negócios comprovados que precisam de capital para expandir ou reestruturar suas operações, entrar em novos mercados ou financiar uma aquisição. Embora o envolvimento ativo não signifique que a empresa PE dirija a empresa no dia-a-dia, isso significa que a empresa desempenha um papel direto na reestruturação da empresa, reorganizando a alta administração e fornecendo conselhos e suporte.

Estes investimentos são em menor número do que aqueles feitos por business angels e VC, porém envolvem mais capital.

Os investidores de capital privado podem adquirir participação ou dívida da empresa e, em média após dez anos, saem das suas participadas, procurando vendê-las por um preço muito superior àquele que pagaram para as comprar.

IPO

Uma oferta pública inicial – IPO – é o culminar do ciclo de investimento de uma empresa, tecnicamente é apenas outra maneira de levantar dinheiro, mas desta vez de milhões de pessoas. Ao entrar na bolsa, uma empresa pode vender ações no mercado de ações e qualquer um pode comprá-las. Uma vez que qualquer um pode comprar as ações, os promotores podem conseguir vender muitas ações imediatamente, em vez de pedir capital a vários investidores individuais.

Este evento de liquidez, menos frequente e, apesar de facilmente convertível em dinheiro, tem regras muito apertadas e regulamentos restritos, obrigando a relatórios financeiros ordinários. Além disso, é um evento muito dispendioso e o empreendedor não tem controlo sobre quem investe na sua empresa.

A Uber e o Snapchat são alguns exemplos de empresas que em breve podem seguir o caminho da Amazon e fazer um IPO, porque, sendo muito valiosas, essa poderá ser uma alternativa para os seus investidores. Por enquanto continuam privadas!

Comentários

comentários

Artigos relacionados