Incubadora da Agência Espacial Europeia em Portugal já apoia 16 empresas

O que aconteceu em três anos?

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O Instituto Pedro Nunes coordena, desde 2015, a incubadora de empresas portuguesas da Agência Espacial Europeia que apoia start-ups que apliquem tecnologia espacial em áreas como a saúde, energia, transportes, segurança e vida urbana.

16 empresas e 56 novos postos de trabalho estão a aplicar tecnologia do Espaço em setores terrestres com uma capacidade de exportação de 40% e um retorno anual de quase 900 mil euros em 2016. Estes são os números de balanço de três anos de existência do Centro de Incubação da Agência Espacial Europeia em Portugal (ESA BIC Portugal), coordenada pelo Instituto Pedro Nunes (IPN) e que apoia startups que transferem tecnologia espacial para aplicações terrestres.

Prestes a assinalar três anos de atividade, o ESA BIC Portugal anuncia a entrada de cinco novos projetos e a graduação de seis startups que, com o apoio deste programa, conseguiram atingir um estágio de maturidade.

Carlos Cerqueira, Diretor de Inovação do IPN e cooordenador do programa, frisa que o ESA BIC Portugal “demonstra a maturidade da indústria espacial portuguesa e a capacidade de as startups portuguesas encontrarem novas soluções e negócios para o mercado terrestre a partir de tecnologias espaciais”.

Cinco novas empresas

Horizontal Cities, Stratio, Tesselo, Fibersail e Theia são as cinco novas empresas que se juntam às restantes apoiadas e que aplicam tecnologia inicialmente pensada para o Espaço em áreas como os transportes, recursos naturais, indústria de manutenção e arqueologia.

A Horizontal Cities, vencedora do Vodafone Big Smart Cities 2015, criou a primeira aplicação GPS dirigida a utilizadores de bicicleta que permite a navegação através de rotas planas na cidade de Lisboa.

Também a operar nos transportes terrestres, a Stratio aplica tecnologia do setor espacial em veículos pesados para prever e antecipar a ocorrência de desgaste e de avarias graves, permitindo ações atempadas por parte das empresas de transportes e, consequentemente, uma redução dos custos de manutenção e de combustível e, ainda, uma diminuição da emissão de gases poluentes. A Stratio foi uma das três startups selecionadas no Web Summit 2017 como exemplo do uso de tecnologia espacial em mercados terrestres.

Já a Tesselo, que desenvolveu uma tecnologia dirigida às empresas que gerem recursos naturais terrestres, combina imagens de satélite e inteligência artificial para fornecer informação geoespacial em tempo real através de um sistema capaz de monitorar continuamente o estado de culturas agrícolas e a saúde de matas e florestas.

Outra nova incubada do ESA BIC Portugal é a Fibersail que promete revolucionar o modo como é feita atualmente a prevenção e monitorização da fadiga de grandes estruturas nos mercados da indústria eólica e do transporte marítimo. Com um sistema de medição e monitorização baseado em fibra óptica que permite medir – remotamente e com alta precisão – a forma de qualquer estrutura, a Fibersail consegue prestar informação sobre o comportamento, por exemplo, de pás eólicas em ambiente real, permitindo aos construtores criarem estruturas mais eficientes e seguras.

A Theia é a quinta nova empresa a juntar-se à comunidade ESA BIC Portugal com um projeto que permite a deteção remota de locais e recursos arqueológicos com base em imagens de satélite, permitindo avaliações de áreas arqueológicas muito vastas, de forma rápida e precisa, evitando atrasos e derrapagem de custos em obras de grande porte como, por exemplo, autoestradas.

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