A Internet das Coisas (IoT) e os desafios que traz para todas as organizações

A Internet das Coisas (IoT) é a materialização do verdadeiro sonho do Ser Humano, ou seja, a capacidade de ter todos os elementos do seu mundo a trabalhar com e para si e, por isso, o desenvolvimento de metodologias mais produtivas e eficientes. Contudo acarretará o IoT mais vantagens ou desvantagens para as empresas em todo o mundo? Estamos preparados para ‘abraçar’ o IoT e dele retirar o máximo proveito?

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A Internet das Coisas (IoT) constitui talvez o maior desafio tecnológico de sempre para a Humanidade. Este conceito que se tornou numa das grandes tendências tecnológicas dos últimos tempos – que abraça um sem número de funcionalidades diferentes – constitui-se como um verdadeiro game changer não só para empresas como para toda a sociedade. A principal questão com que todos os gestores se deparam está relacionada com o que é que este conceito pode trazer em termos de valor a qualquer indústria. Outra questão, também crítica, é se estamos efetivamente preparados para adotar o IoT e dele retirar máximo proveito.

A primeira questão está relacionada com as vantagens e desvantagens da Internet das Coisas (IoT) na criação de processos mais eficientes e produtivos. O IoT é, per si, uma tendência tecnológica que inclui um conjunto sem fim de novas tecnologias e formas de comunicação/interação do Homem-Máquina e Máquina-Máquina (M2M). Graças ao IoT é agora possível interagir com os vários equipamentos que nos rodeiam, desde a máquina industrial à nossa máquina de café de uma forma simples e eficiente. Sendo que já há vários anos que o conceito já era de alguma forma incorporado nas instalações fabris com as máquinas a poderem ‘falar’ entre si, o que mudou é que neste momento essa ideia saiu do ambiente puramente industrial para algo que está presente no nosso dia-a-dia. A redução no custo dos sensores, comunicações melhores, mais omnipresentes e mais baratas, em conjunção com o desenvolvimento de algumas tecnologias, permitem-nos hoje tornar os vários processos das empresas mais ágeis e eficientes. Imagine-se casos como semáforos que sejam acionados não por tempo, mas por tráfego real aumentando a mobilidade urbana, caixotes de lixo ‘inteligentes’ que avisam quando estão cheios otimizando as rotas de recolha. Esta mudança pode mesmo levar à mudança dos  próprios modelos de negócio das empresas, não sendo difícil de imaginar um seguro automóvel que só cobra ao cliente um montante por cada minuto que o carro esteja efetivamente em circulação.

Dimensão da Internet das Coisas (IoT) por vertical
Fonte: Mckinsey Insights

Vários estudos apontam que o IoT, em 2025, tenha um valor aproximado de 11,1 triliões de dólares norte-americanos. O que significa isto para as empresas? O relatório da consultora McKinsey indica que o atual hype em torno desta tendência tecnológica não dá, no entanto, uma real dimensão de todo o seu potencial. A Internet das Coisas pode ser utilizado de forma transversal, em todos os setores económicos, com claros benefícios para quem os utiliza. Desde a conceção de sistemas tecnológicos que monitorizem a nossa saúde e bem-estar até à construção de infraestruturas que garantam melhores operações ou manutenção preditiva.

E da parte das empresas? Estão elas efetivamente preparadas para abraçar estas novas tecnologias? O IoT é efetivamente uma matéria que desperta interesse não pela tecnologia em si mas sim pelo que, graças à tecnologia, é possível fazer para levar qualquer negócio para um ‘nível superior’.

E a sua organização já adotou alguma solução tecnológica baseada em IoT?

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