Portugal destaca-se na Feira Internacional de Ciências e Engenharia

Portugal alcança segundo prémio na área de microbiologia

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Foram quatro os projetos que este ano representaram Portugal na mais prestigiada Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF) que terminou em Pittsburgh, na Pensilvânia. Para Portugal vem o 2º Prémio atribuído pela Society for Science & the Public ao projeto de Ciências do Ambiente desenvolvido por Eduardo Nogueira, Francisca Martins e Gabriel Silva do Colégio Luso-Francês, no Porto.

Os jovens estudantes do Porto conquistaram o 2º Prémio da categoria de microbiologia com o projeto ShealS – Sea Heals Soil, desenvolvido na área da Ciências. Como explicam os autores «o projeto ShealS visa a criação de um fungicida natural à base de extratos de algas da costa portuguesa para combate a Phytophthora cinnamomi, um oomiceta que não reage a qualquer fungicida comercialmente disponível e que se encontra incluído na lista dos 100 fitopatogénicos exóticos invasores mais prejudiciais a nível mundial. Como as macroalgas marinhas aumentam a defesa das plantas contra agentes patogénicos, foram utilizados extratos de 3 macroalgas marinhas, com o objetivo de testar o seu poder inibitório. A macroalga Corallina sp. inibiu o crescimento fúngico em 63%, o que se configura como um agente biológico promissor para um futuro combate à doença-da-tinta».

Foi na 25ª edição do Concurso para Jovens Cientistas, promovido pela Fundação da Juventude em 2017, que os jovens alcançaram a oportunidade de representar Portugal na 29ª Edição do European Union Contest for Young Scientists, onde foram premiados com um prémio de participação no maior e mais prestigiado concurso mundial de ciência que terminou nos Estados Unidos. Todos os anos cerca de 7 milhões de alunos do ensino secundário competem em feiras regionais e nacionais de ciências com o objetivo de serem apurados para a Intel ISEF.

Em Portugal é a Fundação da Juventude que promove anualmente o Concurso de Jovens Cientistas a partir do qual muitos jovens estudantes, do ensino pré-universitário, alcançam a possibilidade de mostrar o seu trabalho a nível internacional, na mais prestigiada feira de ciência. Segundo Francisco Maria Balsemão, Presidente da Fundação da Juventude, «é importante que apoiar e fomentar o desenvolvimento científico em Portugal, o qual estes jovens provam que pode começar bem cedo nas escolas. Apesar de sermos um país pequeno já alcançámos uma quota de participação significativa».

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