Sensores óticos podem aumentar eficiência do uso da água

Investigadores do Porto estão a desenvolver sensores óticos para equipamentos de fertirrigação, com o objetivo de aumentar a eficiência do uso da água na produção agrícola, reduzindo a poluição, num projeto financiado em cerca de um milhão de euros.

Versão para impressão
Durante 36 meses, a equipa do AgriSensus vai contar com cerca de um milhão de euros para desenvolver sensores óticos destinados a equipamentos de fertirrigação, com controlo automático do caudal de água e aplicação otimizada de fertilizantes. Além disso, pretende produzir biosensores de baixo custo para identificar produtos químicos comumente utilizados para proteção das culturas.

Esses equipamentos permitem controlar automaticamente a preparação da solução nutritiva, em função do estado atual da água recirculante e utilizar estes novos dados para programação de “gestão ótima de rega”, com base nas carências nutritivas da cultura.

“A atual ausência de monitorização e de controlo eficientes das concentrações” daqueles macronutrientes nas águas e “a presença excessiva de químicos para proteção das culturas”, pode gerar “o descarte (drenagem) prematuro de água, ainda com capacidade de recirculação, e a contaminação do solo e das águas subterrâneas, pelo excesso de nitratos”.

As tecnologias desenvolvidas no projeto, que se prevê iniciar em abril, vão ser avaliadas em instalações e laboratórios certificados na Holanda e na Suécia, e demonstradas em culturas produzidas em ambiente protegido (estufas), em Portugal, na Holanda e em Espanha, e em campo aberto, na Turquia.

O AgriSensus está a ser desenvolvido pelo Centro de Robótica Industrial e Sistemas Inteligentes, em colaboração com o Centro de Robótica Industrial e Sistemas Inteligentes (CRIIS) e o Centro de Fotónica Aplicada (CAP), também do INESC TEC.

O projeto conta ainda com a parceria da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, da Wageningen University & Research, da Holanda, do Turkish Water Institute e da EGE University e EGE Life Sciences, da Turquia, da Riegos y Tecnología, de Espanha, e do Swedish Institute of Agricultural and Environmental Engineering, da Suécia.

Tem como investigador responsável José Boaventura e como líder científico Josenalde Barbosa de Oliveira, colaboradores do CRIIS integrados no polo da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

É financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e apoiado pela empresa portuguesa Sarspec, pela Bayer CropScience, da Holanda, e pela LTO Glaskracht Nederland – organização de produtores do mesmo país.

Comentários

comentários

Premio Startup Montenegro 2017

Artigos relacionados