Startup FEST

FaceStore distinguida como “Startup do Ano”

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A “Praça dos Leões” foi palco da celebração do empreendedorismo «made in» Porto. O Startup FEST levou a festa da inovação à baixa do Porto, na tarde de sábado, dia 15 de julho.

A segunda edição do evento, organizado pelo Clube de Empreendedorismo da Universidade do Porto (CEdUP) com o apoio da Fundação Amadeus Dias e do Santander Universidades, teve como grande novidade a eleição da “Startup do Ano”.

Nomeadas para o prémio estavam: uma empresa que desenvolve software para comunicações entre dispositivos móveis em situações em que não existe internet, a Hype Labs; a Wisecrop, que criou um sistema operativo dedicado à gestão agrícola; e a FaceStore, uma plataforma que permite criar lojas online dentro das redes sociais Facebook, Instagram e Pinterest.

O “impacto na economia, o volume de negócios, os recursos humanos contratados, e a inovação face à concorrência” ditaram a escolha da FaceStore, segundo revela Bernardo Pequito, presidente do CEdUP. Para Paulo Barbosa, fundador da empresa distinguida, a vitória foi “inesperada, mas merecida” e funciona como “tónico para continuar a inovar e a percorrer um caminho de sucesso”. A FaceStore já tem presença consolidada em Portugal e, neste momento, está a “apostar na internacionalização, expandindo o seu negócio a 15 países, por todo o mundo”.

Durante a tarde, Filomena Cautela conduziu, ao seu estilo informal e divertido, conversas que cruzaram diferentes vertentes do panorama do empreendedorismo no Porto.

Entre os convidados estiveram Maria Manuela Marques, da Ibersol, Ângelo Ramalho, CEO da Efacec e Ricardo Luz, administrador da Instituição Financeira de Desenvolvimento. Os três protagonizaram um debate de ideias sobre o que é fundamental no perfil de um empreendedor: Ângelo Ramalho destacou a “habilidade de aliar a liberdade de ter ideias à capacidade de as realizar”; Maria Manuela Marques defendeu que “ser empreendedor é uma forma de estar na vida, em todas as suas dimensões”; já Ricardo Luz realçou a importância de ser “competente mas também apaixonado”.

“O empreendedorismo não é uma coisa chata”

A transferência de tecnologia para a criação de negócios, assim como o papel das incubadoras no desenvolvimento das novas empresas foram temas abordados, respetivamente, pelas diretoras da U. Porto Inovação e do UPTEC –  Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, e por algumas das empresas integradas nestas estruturas.

Já sobre tendências de inovação neste contexto, o evento contou com as intervenções da diretora do Centro de Produção do Norte na RTP, Isabel Correia, do diretor de comunicação da ANJE, Rafael Rocha e do diretor do Laboratório de Investimento Social, Luís Fonseca, e com a partilha de experiências dos fundadores das empresas  Impacting Digital, Jscrambler e Infraspeak.

Falou-se ainda da convergência entre a universidade e a cidade que, de acordo com o vereador da Câmara Municipal do Porto, Filipe Araújo, resulta no “maior ecossistema de start-ups do país”.

Carlos Brito, pró-reitor da Universidade do Porto para a Inovação e Empreendedorismo, encerrou o encontro reforçando que o ambiente de festa que se viveu retrata o que deve ser o empreendedorismo: “não é uma coisa chata, mas algo marcado pela alegria de pessoas que acreditam que o futuro está nas suas mãos”.

Quem passou pela Praça Gomes Teixeira pôde também explorar a área Marketplace, onde algumas das start-ups mais disruptivas da invicta se apresentaram à cidade. De acordo com a organização, o certame “reuniu 35 projetos empreendedores de áreas tão distintas como tecnologia, novos projetos gastronómicos e talentos ligados às artes”.

Esta segunda edição da Startup FEST contou com mais visitantes e empresas do que a edição de arranque, e o evento promete “continuar a crescer e a partilhar com a cidade o sucesso das start-ups «made in» Porto”.

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