Terceiro dia da Web Summit destaca projetos de condução autónoma, inteligência artificial e redes sociais

A plena condução autónoma em 2021, a capacidade da Inteligência Artificial (IA) aproximar os robôs dos e aos humanos, as sociedades do futuro e a forma como as redes sociais podem ajudar a que as pessoas se conheçam no mundo real foram alguns dos temas levados a debate durante o terceiro dia da Web Summit.

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A manhã ficou marcada com o tema da mobilidade autónoma. Elmar Frickenstein, Vice-Presidente sénior para a Fully Automated Driving e Driver Assistance do grupo BMW referiu que “a mobilidade está a mudar tudo e os carros autónomos têm vindo a percorrer um longo caminho nos últimos dez anos”. Foi desta forma que o orador iniciou a sua apresentação. Elmar acrescentou que o conforto, tempo, flexibilidade, redução de tráfego nas horas de ponta, bem como a diminuição das emissões de gazes poluentes para o meio ambiente são algumas das vantagens da utilização dos carros autónomos.

dsc_0104O objetivo principal é sempre melhorar a experiência do utilizador. “Na condução autónoma há uma infinidade de possibilidades para o cliente que pode obter diversas modalidades de condução”. Quando questionado sobre a possibilidade da existência de acidentes devido ao facto de não haver condutor, Elmar Frickenstein respondeu que os “obstáculos são detetados por sensores”, pelo que “a melhor forma de prever o futuro é criando-o”.

Durante a tarde Bob Greifeld falou da sua experiência como líder da Nasdaq, líder no setor de intercâmbio e tecnologia. Este frisou a importância da comunicação em tempo de globalização e a necessidade de rentabilização. Referiu que vale a pena investir em tecnologias associadas ao machine learning. De seguida, os participantes viram a interação direta do robô Sophia que, além de responder às questões que lhe eram colocadas, pode imitar algumas emoções humanas. Desta forma, a inteligência artificial começa a aproximar os robôs dos seres humanos.

Na conferência dedicada às Sociedades do Futuro, Iris Lapinski, que lidera o Apps for Good, um concurso de educação em tecnologia, onde os jovens das escolas aprendem a criar aplicações que querem resolver problemas sociais, frisou a importância da contaminação positiva como motor da tecnologia e do sucesso. Acredita no futuro dos fazedores e sabe que “fazer é que interessa”.

O dia terminou com a presença de Sean Rad, fundador e CEO do Tinder, uma plataforma global que promove as relações amorosas entre os seus utilizadores. Aconselhou os cibernautas a serem verdadeiros quando publicam as suas fotos de perfil, sem quererem impressionar: “quanto mais completares o perfil, melhor será a tua experiência”, destacou. Quando questionado sobre números, revelou que 85% dos utilizadores são millenials e estão à procura de uma relação séria e duradoura. Diverte-se a usar a plataforma para recolher feedback dos utilizadores, prática importante para reformular, melhorar e fazer evoluir o Tinder.

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