World Health Summit Regional Meeting Coimbra 2018

Cimeira Mundial da Saúde alarga espaços de debate a toda a comunidade

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É já no próximo dia 19 e 20 de abril que a World Health Summit Regional Meeting reúne no Convento São Francisco cerca de 700 participantes e 120 oradores de mais de 40 países, para um debate sobre a Saúde Global. Trata-se de um espaço de discussão que, ainda que seja dirigido, essencialmente a entidades governamentais e não-governamentais, profissionais de saúde e investigadores, a organização que se encontra a cargo da Universidade de Coimbra (UC) e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), não quis deixar de parte toda a comunidade local e estudantil que fazem de Coimbra um ecossistema único que concentra recursos, competência profissional, infraestruturas, e serviços de qualidade na prestação de cuidados de saúde.

Assim, a par da cimeira vão decorrer várias atividades paralelas das quais se destacam as Global Talks, fóruns dedicados a temas da área da saúde relacionados com outros temas da atualidade, como por exemplo ciência, tecnologia ou direitos humanos. No total, são cinco iniciativas que vão decorrer em espaços icónicos da cidade de Coimbra, contanto com a participação de personalidades portuguesas e internacionais. Para Amílcar Falcão, vice-reitor da Universidade de Coimbra, um dos dinamizadores dos encontros “as Global Talks surgiram da necessidade que sentimos de envolver a cidade no ambiente que será criado durante a World Health Summit Regional Meeting 2018. Numa cidade onde a Saúde tem um lugar de tanto destaque, a ideia é que esse protagonismo saia dos muros da universidade e dos hospitais.”

Quanto aos principais objetivos destas Global Talks, o vice-reitor destaca que “as Global Health Talks irão precisamente chegar à população em geral. O modelo das Global Health Talks permite-nos ter uma mesa redonda onde várias personalidades irão falar de temas relacionados com a saúde, mas numa ótica de maior proximidade com os interesses da sociedade civil, que será livre de participar ativamente nas sessões que irão ocorrer em vários locais da cidade. Destaco ainda o simbolismo de uma das Global Health Talks ter lugar na Sala dos Capelas da Universidade de Coimbra e outra no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra. Esta comunhão entre a cidade e universidade deve ser vista como a principal mais-valia desta iniciativa.”

Inteligência Artificial e Saúde: Perspetivas futuras

Irá a IA resultar numa tremenda ameaça para humanidade, levando à sua eliminação?

Moderado pelo médico Joaquim Murta, Diretor do Centro de Responsabilidade Integrada de Oftalmologia do CHUC e catedrático da UC, a primeira de cinco Global Talks terá como foco de discussão a Inteligência artificial na saúde que, como explica o moderador desta sessão, “iniciou-se com a invenção dos robôs e é atualmente considerada um ramo da engenharia que implementa novos conceitos e soluções para resolver desafios complexos. A IA na Medicina e nos Sistemas de Saúde é, hoje em dia, um tema da maior atualidade e controvérsia. Aplica-se a uma larga variedade de áreas (robótica, diagnóstico médico, estatística médica, biologia médica entre outras) e tem 2 grandes ramos de atuação: a virtual e a física. A primeira é representada pelo Machine Learning que  inclui  algoritmos matemáticos que melhoram a aprendizagem através da experiência (sistemas de controle de gestão na saúde, registos médicos eletrónicos, apoios de decisão terapêutica,  etc.); a área física é representada pelos robôs, utilizados para ajudar pessoas de idade com diminuição cognitiva ou da sua motilidade, na cirurgia, como sistemas de administração de drogas em órgãos, tecidos ou tumores alvo (nanorobôs), etc.”. Este é um espaço de debate que como explica o médico oftalmologista, «irá apresentar diferentes perspetivas (empresas, investigadores, clínicos, juristas) e promover a discussão deste tema, particularmente atual. A IA pode, como referiu Stephen Hawking em 2015, no Fórum Económico de Davos, resultar numa tremenda ameaça para humanidade, levando à sua eliminação. A grande apreensão relaciona-se com o facto de a IA ser, num futuro, tão sofisticada que possa ultrapassar as capacidades do cérebro humano e, eventualmente, tomar conta das nossas vidas. As enormes implicações que a IA pode ter na sociedade bem como a complexidade ética destas ferramentas exige uma reflexão profunda para que se possa realmente provar a sua utilidade na medicina bem como o seu valor económico.”

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