Active Space Technologies fornece sistema de energia do primeiro satélite industrial português

Satélite precursor para constelações de microssatélites para observação da Terra e Comunicações

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O INFANTE é o projeto de desenvolvimento e demonstração em órbita de um microssatélite, a lançar em 2020, precursor de uma constelação para observação da Terra e comunicações com foco em aplicações marítimas. O projeto será apresentado nos AED Days que decorrem entre 18 e 20 de outubro em Oeiras.

O INFANTE será o primeiro satélite desenvolvido pela indústria portuguesa, articulada num consórcio nacional liderado pelo grupo TEKEVER que integra 9 empresas, em que se incluem referências no sector espacial como a Active Space Technologies, Omnidea, Active Aerogels, GMV, HPS e Spinworks; e 10 centros de I&D reconhecidos internacionalmente nas suas áreas de competência, como o CEIIA, FEUP, ISQ, FCT-UNL, INL, IPN, IPTomar, ISR Lisboa, IT Aveiro e UBI.

A Active Space Technologies é responsável pelo sistema de energia do INFANTE, incluindo os painéis solares, mecanismo wireless de posicionamento dos painéis e sistema de controlo e distribuição de potência.

A partir das oportunidades criadas pelo New Space e da capacitação induzida pela participação portuguesa no setor do Espaço ao longo dos últimos 20 anos, o INFANTE irá estabelecer a base para novas linhas de negócio associadas ao setor, baseadas em novos produtos, serviços e processos, contribuindo para reforçar a posição de Portugal no panorama internacional do Espaço.

O segmento Espacial do INFANTE inclui um microssatélite modular e de baixo custo, equipado com um rádio definido por software com funções de vigilância aérea e marítima; sistema de propulsão para manutenção de órbita; painéis solares e respetivos mecanismos; e baía de carga com radar de abertura sintética (SAR) e câmara multiespectral, a par de experiências científicas e de validação tecnológica.

No segmento de Solo, o projeto INFANTE inclui o desenvolvimento de um novo sistema para montagem, integração e teste expeditos, adaptado a pequenos satélites e lançamentos frequentes; e um data hub para agregar, processar e disseminar informação.

Juntam-se ao consórcio utilizadores de dados de satélite para apoiar a demonstração dos resultados do INFANTE, como a Autoridade Marítima Nacional, o IPMA ou o INIAV; outras empresas nacionais; e organizações internacionais como a Innovation Academy for Microssatellites da Academia de Ciências Chinesa, o Instituto Federal Fluminense do Brasil ou a francesa CLS.

O INFANTE decorre entre 2017 e 2020 e tem associado um investimento de 9,2 M€, executado por uma equipa de 150 investigadores, engenheiros e técnicos, dos quais 40 são doutorados. É cofinanciado por Fundos Estruturais no contexto dos Programas Mobilizadores do SI I&DT do Programa Portugal 2020.

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