Agricultura inteligente: os produtores podem finalmente descansar

Tecnologia da Bosch permite redução de custos e rendimentos mais elevados

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A limitação de recursos naturais, as alterações climáticas e o aumento da população foram os principais fatores que motivaram a Bosch a entrar numa nova área de trabalho – a agricultura inteligente. A conectividade, a tecnologia de sensores, a inteligência artificial e a robótica impulsionaram a investigação e o desenvolvimento de tecnologia capaz de fazer frente aos problemas agrícolas.

Para muitos agricultores, a produção de frutas como morangos e framboesas, por exemplo, é sinónimo de noites sem dormir. Entre meados de março e final de maio, quando as plantas florescem, os agricultores chegam a ter de trabalhar em vários turnos noturnos de forma a controlar as temperaturas. Se uma verificação da temperatura do ar revelar temperaturas muito baixas os agricultores têm de agir rapidamente. No entanto e até aqui, perder entre 50 a 70% da colheita era uma certeza e uma ameaça para o sustento da produção.

Com a nova tecnologia da Bosch, os agricultores não precisam de se preocupar mais com estas questões. O sistema de sensores monitoriza as condições das plantações e a aplicação que vem agregada ao sistema permite fazer todo o controle do cultivo com o smartphone, a partir do sofá.

 O sistema do sensor mede a temperatura e a humidade do solo

O sistema de sensores foi criado pela Deepfield Robotics, uma startup que pertence à Bosch. Os sensores desenvolvidos medem a quantidade de humidade no solo e informam o produtor se estes estiverem muito secos. Esta tecnologia mede também a temperatura e a humidade do ar e usa a informação para calcular a temperatura do termómetro de bolbo húmido. “Se, quando as plantas estão a começar a florescer, esta temperatura é de zero graus celsius ou abaixo, o agricultor deve cobrir as plantas ou tomar outras medidas para protegê-las da geada”, diz Christian Glunk, da Deepfield Robotics. O contrário também acontece, ou seja, o agricultor também é informado quando as plantas estão muito quentes. Os próprios agricultores podem definir os valores limite a partir do qual dispara o alerta. Nesse caso, os agricultores podem remover os revestimentos para garantir que as plantas sensíveis estão devidamente ventiladas. Através dos registos de temperatura e humidade, os agricultores conseguem rastrear a informação e perceber se a plantação está a progredir sem problemas ou se existe o risco de mofo. “Nada disto requer medidas manuais”, afirma Glunk

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