Anunciados projetos vencedores do Prémio Saúde HINTT

A concurso estiveram 10 soluções finalistas, apresentadas por empresas tecnológicas com uma base de saúde, universidades, investigadores, unidades hospitalares e start-ups.

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Já são conhecidos os quatro projetos vencedores dos Prémios Saúde HINTT – Maturidade Digital, o evento de inovação na área da saúde, que tem como objetivo apoiar soluções que permitam uma maior eficiência do setor, com foco no cidadão e na melhoria das boas práticas de saúde a nível nacional.

Na categoria Value Proposition o vencedor do HINTT 2018 foi a solução desenvolvida pela Santa Casa da Misericórdia do Porto “Saúde Agora”. Esta é uma plataforma de IoT que “visa identificar e prestar apoio, por via da teleassistência, idosos em situação de isolamento, com parcos recursos financeiros e sem retaguarda familiar. Através de um dispositivo eletrónico, idosos podem solicitar auxílio imediato, potenciando um envelhecimento mais autónomo e seguro”, declara António Tavares, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto.

“ARI – Avaliação do Risco de Infeção”, do Centro Hospitalar Lisboa Central, venceu na categoria de Patient Safety. “A plataforma ARI permite a visualização e o registo do nível de risco de infeção do paciente, relacionando a sua situação clínica e de internamento. O sistema permite ainda visualizar as intervenções cirúrgicas a que o doente foi submetido durante o episódio de internamento e a partilha de informação entre os diversos serviços/prestadores”, explica Jorge Seco, Lead developer do CHLC.

Das start-ups a concurso – categoria Startup Innovation – a Knok Healthcare foi a vencedora com a App “Your Heathcare. Everywhere”. José Bastos, CEO da empresa portuguesa afirma: “A App Knok Healthcare permite verificar em tempo real quais os médicos, e de diferentes especialidades, estão disponíveis na zona. “Não só disponibilizamos uma solução remota, através do vídeo, como presencial, com consultas ao domicílio”, conclui.

O IPO do Porto foi o vencedor da categoria Clinical Outcomes com o “Vision”, a plataforma informática que, através de um trabalho de registo e tratamento de informação, permite uma visão integrada do doente (360º), o que possibilita dar uma resposta mais rápida e eficaz. “O sistema já se encontra operacional e faz a monitorização de todos os doentes de cancro do IPO do Porto, com cerca de 10 mil novos casos por ano”, refere Francisco Rocha Gonçalves, Vogal Executivo do Conselho de Administração IPO Porto.

Filipa Fixe, administradora da Glintt, faz um balanço positivo da 2ª edição e afirma que a tecnologia aplicada ao setor da saúde é o mote para haver mais equidade a custos controlados e melhores resultados em saúde, “as candidaturas trouxeram isso mesmo, uma amostra de como Portugal é uma montra tecnológica para a adoção das tecnologias dentro das unidades de saúde e que tem de ser partilhado”, conclui.

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