Custos dos planos de saúde oferecidos pelas empresas continuam a ser superiores à taxa de inflação

O estudo Medical Trends Around the World 2018 da Mercer Marsh Benefits, inquiriu 225 seguradoras em 62 países.

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Custos médicos globais aumentaram em média 9,5% em 2017, quase 3 vezes mais que a taxa de inflação estimada.
Saúde mental é agora o 3º maior fator de risco a influenciar os custos médicos.

Investir numa monitorização regular dos dados e adotar uma estratégia de bem estar irá ajudar as empresas, colaboradores e seguradoras a gerir os seus custos e a melhorar os resultados referentes à saúde.

Adotar estratégias integradas de saúde e bem-estar apoiadas em ferramentas digitais e de tratamento de dados, será um fator crítico na gestão dos custos cada vez mais elevados dos programas de benefícios de saúde para as empresas. Esta conclusão é revelada no novo estudo da Mercer Marsh Benefits, que demonstrou que os custos médicos de planos privados estão a aumentar quase três vezes mais do que a inflação na maioria das principais economias.

O estudo Medical Trends Around the World 2018 da Mercer Marsh Benefits, inquiriu 225 seguradoras em 62 países. O estudo indica que as empresas têm uma oportunidade para melhorar a gestão dos custos de saúde e aumentar os resultados para os seus colaboradores. De acordo com as seguradoras, apenas 14% das empresas oferecem programas preventivos aos seus colaboradores. Enquanto a saúde mental é agora referida como o terceiro maior fator de risco, as empresas não estão a responder de forma efetiva, com perto de 40% das seguradoras a indicar que os planos médicos de colaboradores não providenciam acesso a aconselhamento personalizado. Cada vez mais, as empresas devem olhar para a saúde mental, a par da saúde física, como um dos elementos essenciais para ajudar os colaboradores a serem mais produtivos e atingirem todo o seu potencial.

Por outro lado, dadas as expetativas atuais dos colaboradores em gerir os seus benefícios através de uma experiência digital, as empresas e seguradoras terão de investir em ferramentas digitais e de análise de dados, visto que atualmente, uma em cada seis seguradoras não permite avançar com reclamações digitais.

Paulo Fradinho, Business Leader da Mercer Marsh Benefits em Portugal afirma que: “Com o aumento dos custos de saúde, as empresas questionam-se sobre a constituição e manutenção dos seus programas. Tendo em conta a revolução digital que está em curso na área da saúde, a Mercer está a apoiar empresas inovadoras a redefinirem os seus programas de benefícios e de saúde e a questionarem a estrutura tradicional de seguros médicos. Hoje a tendência é implementar uma estratégia de bem estar através de benefícios que tenham impacto na satisfação das expetativas individuais e consequentemente na produtividade das pessoas.”

“Os seguros de saúde estão num processo de mudança que irão beneficiar os clientes,” diz Paulo Fradinho. “O estudo evidencia a nossa antiga convicção de que é necessário investir muito mais no digital e no tratamento de dados. É crescente a tendência, por parte das seguradoras, de recolher e utilizar os dados dos segurados de forma mais eficiente. Se forem feitos progressos nesta área, as empresas estarão melhor preparadas para satisfazer as necessidades dos seus colaboradores e atingir o objetivo maior de um serviço de saúde mais acessível e focado na qualidade para todos.”

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