A revolução tecnológica conquistou o desporto e veio para ficar. Sensores, aplicações móveis e sistemas de vídeo fazem já parte do dia a dia tanto de atletas amadores como de desportistas de alta competição e são aliados de peso para controlar dados biométricos, analisar características técnicas, e avaliar desempenhos. Portugal já não “exporta” apenas treinadores e desportistas de topo e começa a destacar-se também no desenvolvimento de inovação de base tecnológica ao serviço do desporto.

Versão para impressão
Alta performance em alto mar

Lançado no mercado no último trimestre de 2016, o Sharki acompanha velejadores e monitoriza, em tempo (quase) real, a rota, a distância percorrida, a velocidade média, a qualidade do vento e o abatimento da embarcação. “Este é o único sistema de monitorização de performance em atividades marítimas que também deteta e alerta para situações de alarme que possam obrigar a intervenção de equipas de socorro, tais como naufrágios ou alteração do trajeto habitual das rotas”, destaca Filipe Augusto, Gestor de Projetos da DigitalWind, a empresa portuguesa responsável pelo desenvolvimento do produto.

O Sharki já tem vindo a ser utilizado em algumas das principais competições nacionais e internacionais de Vela, nomeadamente o Campeonato do Mundo (classe Vaurien) e a “Semana del Atlántico”, em Espanha, agradando tanto a profissionais como a aficionados. Durante as provas, os fãs podem acompanhar muito mais de perto, e praticamente em direto, o trajeto das embarcações. Já no período pós-prova, todos os dados são colocados à disposição dos treinadores e desportistas para melhorar a performance.

As quatro vertentes do produto Sharki: Acompanhamento, Segurança, Progressão/Desenvolvimento, Condições Atmosféricas

Talvez por isso, o foco da estratégia comercial da DigitalWind sejam para já os clubes de vela nacionais e internacionais. “Pretendemos verticalizar esta solução para outras modalidades, por forma a verticalizar cada vez mais os mercados em que estamos presentes, esperando desta forma rentabilizar os resultados de Investigação & Desenvolvimento iniciados no projeto mWaterSafety”, explica Filipe Augusto.

O mWaterSafety foi um projeto QREN-CoPromoção, entre a DigitalWind e a Associação Fraunhofer Portugal Research, acompanhado pela ANI – Agência Nacional de Inovação, que geriu um apoio de mais de 250 mil euros. Com todo o conhecimento obtido no âmbito deste projeto, a DigitalWind desenvolveu um produto Sharki, adaptado às necessidades comerciais do mercado.

Mas afinal como funciona o Sharki?
A solução assenta em sensores, instalados na embarcação, que recolhem informação sobre o seu posicionamento e depois a transmitem para uma plataforma. Aí, todos os dados são tratados e calculados e apresentados de forma georreferenciada em mapa.

Em busca da tacada perfeita

A Bluecover pretende produzir a primeira pulseira de fitness especificamente direcionada para a prática de golfe. O objetivo é melhorar a experiência dos jogadores e proporcionar-lhes um “treinador digital” que ofereça dicas sobre como melhorar a sua técnica e performance no campo de golfe.

O Swing Tempo regista atualmente as estatisticas de swing usando Smartwatches Android sendo a aplicação no futuro integrada com a pulseira própria da empresa

Esta empresa integra a restrita lista de empresas nacionais apoiadas pelo competitivo programa SME Instrument do Horizonte 2020 e já recebeu 50 mil euros para desenvolver o estudo de viabilidade e o plano de negócios do produto. Atualmente, conta com o apoio do Centro de Incubação da Agência Espacial Europeia em Portugal (ESA BIC Portugal) para produzir e validar os primeiros protótipos da pulseira. Paralelamente, a Bluecover já desenvolveu duas apps em versão beta, a mobile Swing Tempo, que analisa os tempos, a força e a velocidade dos movimentos, e a Tracker, que faz a geolocalização das tacadas e que será integrada com a funcionalidade de deteção automática de tacadas da pulseira.

“A nossa conclusão foi que a funcionalidade de autotracking de shots de golfe fazia sentido com uma pulseira específica para golfe, com sensores e hardware específicos para os movimentos de golfe”, explica Nuno Duro, sócio gerente da Bluecover. Como tal, o próximo objetivo é obter o financiamento da Fase 2 do SME Instrument para desenvolver funcionalidades adicionais de inovação, otimizar as dimensões da pulseira e avançar com a pré-produção. Como explica Nuno Duro, “os sensores das pulseiras de fitness que existem atualmente no mercado são limitados e pouco precisos para monitorizar devidamente os movimentos próprios e a potência associada à prática de golfe”. Justifica-se assim a necessidade de desenvolver uma pulseira com sensores e hardware específicos para o golfe, independentemente de, no longo prazo, “a pulseira puder ser utilizada em outras atividades similares, tais como o ténis ou o basebol”.

// www.bluecover.pt

// www.ani.pt

//www.digitalwind.pt

Comentários

comentários

Artigos relacionados

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close