Jovens cientistas representam Portugal na Feira Internacional de Ciência e Engenharia 2018

Este ano Portugal vai estar representado por 4 equipas: uma de Ovar, uma de Lisboa, uma do Porto e uma de Braga.

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Apesar da participação de Portugal na Intel ISEF já não constituir uma novidade, este ano a Fundação da Juventude coloca em competição, pela primeira vez, 4 projetos científicos que levarão a Pittsburgh 11 jovens cientistas. Portugal obtém, assim, a sua maior participação na prestigiada Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF) que se realiza de 12 a 18 de maio, em Pittsburgh, na Pensilvânia.

Todos os anos são cerca de 7 milhões os estudantes do ensino secundário que competem em feiras regionais e nacionais de ciências com o objetivo de serem apurados para a Intel ISEF. Em Portugal é a Fundação da Juventude que promove anualmente o Concurso de Jovens Cientistas, a partir do qual muitos jovens alcançam a possibilidade de mostrar o seu trabalho a nível internacional, na mais prestigiada feira de ciência.

Este ano a Fundação da Juventude leva a Pittsburgh 4 projetos para participar na Intel ISEF:

Foi com um projeto na área da Bioeconomia, intitulado “Halobactérias: uma bomba anti-sal”, que Catarina Barata, Maria João Lopes e Raquel Silva se destacaram na XI Mostra Nacional de Ciência e alcançaram a oportunidade de representar Portugal nesta edição da IntelISEF. Como explicam os autores do projeto “para perceber a influência das halobactérias na germinação da alface foi realizada uma primeira fase de forma a descobrir qual o efeito da salinidade na germinação das mesmas, utilizando soluções salinas com o controlo de água destilada”.

Na categoria de Física é Ivo Gonçalves e Helena Silva que compõem a equipa que colocará em competição um projeto baseado no estudo da evolução de galáxias com formação estelar ao longo de 10 mil milhões de anos. O projeto desenvolvido pelos jovens da Escola Secundária Dona Maria II, em Braga baseia-se num estudo evolucionário de vários parâmetros físicos de uma amostra de 443 galáxias do universo distante, recuando mais de 10 mil milhões de anos na história do universo, muito próximo da altura do Big-Bang, e de uma amostra de 300 galáxias do universo mais próximo com galáxias, recuando cerca de mil milhões de anos atrás.

Com dois projetos na categoria de Ciências do Ambiente, Portugal estará representado por Afonso Mota, Bernardo Alves e João Leal do Colégio Valsassina, em Lisboa e Eduardo Nogueira, Francisca Martins e Gabriel Silva do Colégio Luso-Francês, no Porto. O primeiro baseia-se num estudo que avalia os níveis de mercúrio de uma população de jovens portugueses entre os 12 e os 18 anos, através da análise dos níveis deste elemento no cabelo humano.

Já o projeto desenvolvido pelos jovens cientistas do Porto, consiste num fungicida natural à base de extratos de algas da costa portuguesa que segundo os autores “se mostra eficaz no combate a Phytophthora cinnamomi, um oomiceta que não reage a qualquer fungicida comercialmente disponível e que se encontra incluído na lista dos 100 fitopatogénicos exóticos invasores mais prejudiciais a nível mundial”.

Os 11 jovens portugueses competem assim por mais de 4 milhões de dólares em prémios, a serem atribuídos após uma rigorosa análise levada a cabo por um comité científico, constituído por prestigiados cientistas e investigadores.

 Segundo Francisco Maria Balsemão, Presidente da Fundação da Juventude, “nos últimos anos a Fundação da Juventude levou à Intel ISEF vários projetos, alguns dos quaisarrecadaram importantes prémios. A presença de Portugal em prestigiadas competições, como seja a Intel ISEF, deve-se, sobretudo, a uma forte aposta da Fundação da Juventude que, através da estreita colaboração com outras entidades, tem vindo a promover o desenvolvimento e o potencial dos jovens cientistas portugueses”.

 A Feira surgiu há 59 anos por iniciativa da Society for Science & the Public, uma das mais respeitadas organizações sem fins lucrativos em prol da ciência. Desde 1996 conta com a Intel Corporation como patrocinador oficial, o qual contribui com milhões de dólares para o desenvolvimento e promoção da competição.

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