Prémio de Investigação Científica na área da Reabilitação apresentado na Fundação AFID Diferença

Prémio foi apresentado no dia aniversário da antiga diretora da AFID.

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A Fundação AFID Diferença, em parceria com a Fundação Montepio e a Câmara Municipal da Amadora, apresentou no passado dia 14 de dezembro o Prémio de Investigação Científica na área da Reabilitação Dra. Maria Lutegarda.

Foi na sede da Fundação AFID Diferença, na presença de familiares e amigos da instituição que foi apresentado o Prémio de Investigação Científica na área da Reabilitação Dra. Maria Lutegarda. Lançado no dia do aniversário da antiga Diretora da Fundação AFID, este prémio é uma ode à sua memória, às suas causas e ao seu trabalho na área da inclusão.

Entre os presentes estiveram a antiga primeira dama, Maria Cavaco Silva, a Secretária da Mesa da Assembleia da República, Dra. Idália Serrão, a presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, bem como representantes da Fundação Montepio, parceiro nesta iniciativa.

Este prémio dedicado à Investigação Científica na área da Reabilitação visa estimular e mobilizar investigadores e a comunidade académica para a criação e desenvolvimento de trabalhos de investigação e de inovação sobre a reabilitação junto de pessoas com deficiência. Desenhado de acordo com as iniciativas e causas defendidas por Maria Lutegarda em vida, este prémio procura a promoção da inclusão social, autonomia e participação de pessoas com deficiência na sociedade.

“É um gosto a Câmara Municipal da Amadora associar-se a este prémio de Investigação Científica. É um reconhecimento justo e um perpetuar do trabalho que sempre foi desenvolvido pela Dra. Lutegarda. Por isso, naturalmente é uma honra para a Câmara Municipal e, para a cidade da Amadora, poder associar-se a este prémio. Significa a força para continuarmos a acreditar, os ensinamentos da Dra. Lutegarda e significa o continuar de um caminho muito longo que temos que fazer na área da deficiência e inclusão,” afirma Carla Tavares, presidente da Câmara Municipal da Amadora, um dos parceiros desta iniciativa.

O Premio de Investigação Científica Dra. Maria Lutegarda pretende também combater a discriminação com base na deficiência, promover a igualdade de oportunidades destas pessoas na sociedade contribuir para a promoção das boas práticas na intervenção e, consequentemente, na melhoria de qualidade de vida das pessoas com deficiência e suas famílias.

“A Maria Lutegarda era uma mulher muito obstinada, que nunca deixava de dar a sua opinião, mas que o fazia sempre de igual para igual. Por isso mesmo, este prémio é uma grande homenagem que se presta à sua pessoa. A área da deficiência é uma área que existe com pouca massa crítica, e isso irá ser reforçado através deste prémio. É uma ótima iniciativa destes parceiros, a Câmara Municipal da Amadora e a Fundação Montepio, que abraçaram esta ideia em conjunto com a Fundação AFID Diferença,” afirma Dra. Idália Serrão, Secretária da Mesa da Assembleia da República.

Para Maria Cavaco Silva, antiga primeira dama e amiga da Fundação AFID Diferença, “A Maria Lutegarda ensinou-me a diferença. Estamos numa época em que todos nós temos preocupação com a diferença e mais, percebemos que a diferença, quando a encaramos como deve ser encarada, é uma mais valia para cada um de nós. Maria Lutegarda foi um cometa que passou e que tivemos o privilégio de ter tocado a nossa vida. Estou muito contente que o seu nome continue ligado aos prémios que, para o ano, estaremos aqui para distribuir.”

Os projetos de investigação serão avaliados por um corpo de jurados composto pelo professor doutor Deodato Guerreiro da Universidade Lusófona, professor doutor António Martins da Universidade Católica, professor doutor Domingos Rasteiro do Instituto Piaget, professor doutor Francisco Godinho, da Universidade de Trás-os-Montes, Dr. Joaquim Caetano, em representação da Fundação Montepio, Dra. Susana Nogueira em representação da Câmara Municipal da Amadora, e pelo presidente do conselho de administração da Fundação AFID Diferença, Domingos Rosa.

Podem candidatar-se ao prémio, autores de trabalhos de investigação sobre a área da Reabilitação, no âmbito académico, abrangendo as ciências sociais e humanas, sociologia e educação, nos três graus de ensino superior público e privado: Licenciatura, Mestrado e Doutoramento, bem como outros investigadores individuais.

O prémio terá uma periodicidade bienal, de natureza pecuniária, e é constituído por um primeiro prémio no montante de 8.000 euros e por duas menções honrosas no valor de 1.500 euros cada, como incentivo para participações futuras

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