Relações interculturais promovem a criatividade, inovação e empreendedorismo

Conclusões de um projeto de investigação da Católica-Lisbon, do INSEAD e da Columbia Business School, que vão ser publicados na próxima edição do Journal of Applied Psychology

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As relações interculturais, amorosas ou de amizade, incentivam a criatividade, a inovação no local de trabalho e o empreendedorismo. Estas são as principais conclusões de um projeto de investigação, composto pela realização de quatro estudos, da Católica- Lisbon School of Business & Economics, do INSEAD e da Columbia Business School que vão ser publicados na próxima edição do Journal of Applied Psychology, uma prestigiada revista científica da Associação de Psicologia Americana.

Jackson Lu (candidato a PhD na Columbia Business School, que liderou este estudo), em colaboração com Andrew Hafenbrack (Professor Auxiliar na CATÓLICA-LISBON), Paul Eastwick (Professor Associado na UC-Davis), Dan Wang (Professor Auxiliar na Columbia Business School), Will Maddux (Professor de Comportamento Organizacional no INSEAD), e Adam Galinsky (Vikram S. Pandit Professor de Business na Columbia Business School), realizaram quatro estudos para comprovar a ideia de que relações interculturais, amorosas ou de amizade, incentivam a criatividade, a inovação no local de trabalho e o empreendedorismo.

O mundo está cada vez mais competitivo: as pessoas e as empresas deparam-se com a necessidade de trabalhar cada vez mais para atingirem os mesmos níveis de sucesso que tinham no passado. Agora, mais do que nunca, a criatividade, a inovação e o empreendedorismo são fundamentais para se conseguir obter uma vantagem competitiva. Este estudo da Católica-Lisbon, INSEAD e Columbia Business School sugere uma nova forma de se incentivar a criatividade: promover relacionamentos próximos com estrangeiros.

Vários estudos nos últimos dez anos identificaram os benefícios de viver no estrangeiro: processamento cognitivo mais profundo, maior criatividade e maior sucesso no mercado de trabalho. Contudo, esta equipa de investigação chegou à conclusão que as pessoas não precisam necessariamente de deixar o seu país para beneficiar dos efeitos criativos das experiências multiculturais – elas precisam apenas de desenvolver relações com pessoas de outras culturas.

“Muitas pessoas não tomam a iniciativa de querer conhecer os seus colegas ou vizinhos estrangeiros a um nível mais profundo, mesmo que tenham oportunidade de o fazer”, explica Jackson Lu, “é fácil falarmos a nossa própria língua com os outros e é reconfortante consumirmos a comida e os media da nossa própria cultura. A nossa pesquisa indica que sairmos da nossa bolha cultural para nos conectarmos com pessoas de outras culturas a um nível profundo pode tornar-nos mais criativos”.

Num primeiro estudo, os investigadores entrevistaram estudantes do INSEAD, no início e no fim do programa de dez meses, do MBA. Em ambos os momentos, foi pedido aos estudantes para pensarem livremente sobre usos invulgares de objetos domésticos e para completarem vários puzzles que requeriam espírito criativo. No final do programa de MBA de dez meses, perguntou-se aos estudantes se tinham namorado com alguém de outra cultura diferente da deles. Os resultados revelaram que os estudantes que tinham namorado com estrangeiros eram mais criativos após o período de dez meses.

 

 

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