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Patentes dão lugar ao livre acesso: conheça o movimento open-source que vai revolucionar a agricultura

Um dos indicadores de performance mais usados em inovação é a quantidade de pedidos de patente num período. Com a economia colaborativa em alta num mundo cada vez mais conectado, há a contracorrente: o “open-source” (em português, fonte aberta).

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Na agricultura, por exemplo, não basta ter tecnologia, é preciso aceder a dados atualizados e agir sobre eles. Há mais de 800 milhões de pessoas a passar fome. Enquanto isso, um terço da produção mundial de alimentos é perdida ou desperdiçada. Onde erramos?

Para o departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA), falta informação a pequenos agricultores. Para contornar o problema, fundou-se a iniciativa global Dados Abertos para a Agricultura e Nutrição (GODAN), com a missão de tornar dados relevantes disponíveis online.

Muitos desses dados são mantidos confidenciais pelos governos ou são segredos de propriedade de empresas. Até mesmo quando é armazenada em formato simples como PDF, pode barrar quem não sabe lidar com a tecnologia.

Com o acesso a dados meteorológicos, os agricultores podem tomar decisões mais inteligentes sobre quando ou o que plantar. Conectá-los a informações de preço de mercado, ajuda-os a fechar melhores negócios. Parece banal para um fazendeiro na Europa, mas para o que vive em África, por exemplo, faz toda a diferença.

Esta é também a proposta da start-up norte-americana GivingGarden, prover dados aos agricultores e compartilhar informações das colheitas com bancos alimentares. O maior obstáculo, entretanto, é que os dados existem, mas as empresas detentoras de seus direitos bloqueiam o acesso.

O debate quanto ao movimento open-source está longe do fim, mas quanto mais empresas aderirem, mais poderemos fornecer e sustentar a segurança alimentar para os bilhões de pessoas em todo o mundo.

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  *Artigo escrito em Português do Brasil

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